segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Brasil recua de fórmula de sucesso e investidores se protegem

A situação financeira provoca perda de credibilidade em três políticas chaves que colocaram fim a décadas de crises

Investidor

Investidores no País se voltaram para ativos protegidos da inflação após BC reduzir o juro

Autoridades brasileiras estão recuando de uma fórmula de quinze anos de sucesso, com a situação financeira provocando perda de credibilidade em três políticas chaves que colocaram fim a décadas de crises. A avaliação é de pessoas que já trabalharam no Banco Central e também analistas.

O tripé de meta de inflação, baixo déficit orçamentário e câmbio flutuante sustentou o mais longo período de crescimento na maior economia da América Latina desde os anos 70, que ajudou a tirar milhões de pessoas da pobreza e levou o Brasil a receber nota de grau de investimento pela primeira vez na história.

Enquanto o governo da presidente Dilma Rousseff diz que ainda segue tal modelo, suas ações contradizem as políticas do tripé, disse Edmar Bacha, que arquitetou o Plano Real de 1994 que pôs fim à hiperinflação.

O BC, que pode reduzir o juro básico do País novamente hoje, está afrouxando a política monetária em um momento em que a inflação chega ao nível mais alto em seis anos.

Os gastos colocam em risco as metas orçamentárias, enquanto esforços para conter a apreciação do real estão protegendo indústrias não competitivas, disse ele.

“Não é uma ruptura, como na Argentina ou Venezuela”, disse Bacha, que também é membro do Partido da Social Democracia Brasileira, em referência a países com políticas que barram investidores e cuja inflação ronda os 20 por cento. “É mais uma curvatura do que um rompimento neste momento.”

Busca de proteção

Investidores no País se voltaram para ativos protegidos da inflação após o presidente do BC, Alexandre Tombini, em 31 de agosto reduzir a taxa Selic para 12 por cento. A decisão surpreendeu todos os 62 analistas consultados pela Bloomberg, que esperavam a taxa inalterada em 12,50 por cento diante da inflação acima do teto da meta de 6,5 por cento.

A taxa implícita de inflação, refletida na diferença do rendimento entre títulos pré-fixados e aqueles atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo, subiram de 5,86 pontos em 31 de agosto para 6,22 por cento. No México e Chile, a taxa recuou no mesmo período.

Rousseff apoiou a decisão de corte na Selic, dizendo a um grupo de líderes empresariais no último mês que o Brasil não pode perder a oportunidade de reduzir a taxa básica de juro, a maior entre o Grupo dos 20, diante da crise da dívida na Europa e desaceleração da economia global.

Na reunião do Comitê de Política Monetária hoje, a Selic deve ser reduzida em meio ponto percentual para 11,50 por cento, segundo a estimativa mediana de 66 analistas consultados pela Bloomberg.

Fonte: Revista Exame

 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Gigantes da e-commerce invadem o Brasil

Comércio eletrônico faturou no Brasil 8,4 bilhões de reais nos primeiros seis meses de 2011, um salto de 24% sobre igual período do ano passado 

Amazon.com

A estreia de maior impacto é a da Amazon, que, ao contrário do que se imaginava, não será pelo e-commerce, mas por seu braço de serviços

São Paulo - A qualidade da banda larga, as deficiências de infraestrutura e o complexo sistema tributário brasileiro tornaram-se problemas menores para grandes companhias de internet, como Amazon e Netflix, que preparam sua chegada ao Brasil para os próximos meses. Às voltas com a estagnação dos lucros nos mercados onde atuam, esses gigantes do e-commerce vão encontrar por aqui um mercado de internet que cresce ao ritmo de dois dígitos há mais de dez anos e consumidores ávidos por uma experiência de compra online de produtos e serviços com um padrão de qualidade ao qual não estão acostumados.

A estreia de maior impacto é a da Amazon, que, ao contrário do que se imaginava, não será pelo e-commerce, mas por seu braço de serviços. Segundo INFO apurou, a maior varejista online do mundo começa suas operações no Brasil pela divisão de Web Services, responsável pela oferta de serviços de computação em nuvem e armazenamento de dados.

Para isso, contratou o especialista em cloud computing José Nilo Cruz Martins, que deixou, há quatro meses, o cargo de gerente de vendas no Google para assumir a estruturação dos serviços da Amazon no país. Para contornar as dificuldades causadas pelos quase 10 mil quilômetros que separam os parques de servidores da Amazon nos Estados Unidos dos clientes brasileiros, a empresa deve associar-se a pequenos data centers locais e criar redes intermediárias, capazes de entregar, com resposta rápida, ao menos os arquivos mais acessados.

A entrada da gigante americana, dona de um faturamento de 32 bilhões de dólares ao ano, deve mexer com o mercado brasileiro. Gilberto Mautner, CEO da Locaweb, fala da concorrência que enfrentará: “Admiro a Amazon pelo pioneirismo, mas hoje temos condições iguais de competir pelos menores preços e melhores tecnologias”. Para Mautner, o atendimento em inglês e o fato de a Amazon optar por não ter data centers próprios no Brasil, num primeiro momento, deixará as companhias nacionais ainda em vantagem.

Analistas ouvidos por INFO afirmam que dificilmente a Amazon limitará sua atuação aos serviços de nuvem. “Essa deverá ser a porta de entrada para a empresa abrir uma operação de e-commerce no país”, afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

Nos primeiros seis meses de 2011, o comércio eletrônico faturou no Brasil 8,4 bilhões de reais, um salto de 24% sobre igual período do ano passado. Segundo Gerson Rolin, consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, esse número tende a se multiplicar nos próximos anos e pode se tornar ímã para grandes companhias internacionais. “A Amazon não está fascinada com os resultados atuais, mas com as perspectivas de expansão dos próximos dez anos”, afirma Rolin.

Nos últimos dois meses, representantes da loja americana se reuniram com editoras brasileiras para negociar a publicação de seus autores no formato .azw, de seu leitor eletrônico Kindle. A Amazon tem em catálogo 950 mil e-books e pretende ter ao menos 5 mil livros digitais em português. Saraiva e Cultura não possuem mais que 4 mil. Para Mauro Widman, coordenador de e-books da Cultura, o cenário para o livro eletrônico no Brasil é animador. “Hoje, 1% do nosso faturamento vem de formatos digitais, mas a tendência é chegar a 5%, mesmo patamar dos Estados Unidos”, diz Widman.

Um estudo realizado pela consultoria e-bit aponta a nova classe média brasileira como o principal motor do comércio eletrônico. Há dois anos, o país tinha 17,6 milhões de consumidores online, número que deve saltar para 32 milhões até o final do ano. Segundo o estudo, 61% dos novos adeptos pertencem a famílias com renda de até 3 mil reais.

Os números crescentes atraíram a atenção da americana Netflix, que iniciará no Brasil, até o fim do ano, a venda de filmes, novelas e seriados por streaming. Com acervo de 75 mil títulos, concorrerá com a brasileira NetMovies, que possui 4 mil, uma fração do catálogo da americana. Capitalizado por um aporte da gestora americana de investimentos Tiger Global, Daniel Topel, fundador da NetMovies, tem planos de expandir o acervo e a atuação de sua empresa.

“O mercado brasileiro está em alta e haverá muita concorrência”, diz Topel. A expectativa é que a Netflix ofereça, no primeiro momento, apenas o serviço de filmes por streaming, deixando o de entrega de DVDs na casa dos consumidores para uma segunda etapa.

Games online e e-books

O bom cenário que se desenha para o e-commerce brasileiro animou também a Sony. A empresa de origem japonesa abriu, no final de julho, sua loja online de games, a PS Store, que funciona integrada à PlayStation Network, rede para jogos online e compra de software. Antes, os usuários brasileiros só tinham acesso aos produtos gratuitos da marca. Quem quisesse comprar um jogo, realizava uma ginástica de irregularidades, como preencher um cadastro falso e se passar por usuário de outro país. Nos primeiros dias após a estreia, a PSN Brasil chegou a 300 mil usuários e, segundo a Sony, deverá somar 1 milhão até dezembro. Para atrair consumidores sem conta em banco ou cartão de crédito, a Sony quer vender cartões pré-pagos da rede PSN em livrarias e lojas de games. “Estamos em fase de negociação com o varejo”, afirma Glauco Rozna, responsável pelas divisões Vaio e PS3 no país.

Música na rede

E o iTunes? Quando, afinal, aterrissa no país? Sempre avessa a especulações, a Apple mantém seus planos fechadíssimos. Mas os últimos movimentos indicam um interesse crescente no mercado brasileiro. Depois de acordos para ampliar as revendas no país e do anúncio de que a parceira chinesa Foxconn irá fabricar iGadgets por aqui, a Apple pode, sim, estrear uma versão brasileira de seu iTunes, o serviço mais popular do mundo para a venda de músicas e conteúdo multimídia. Na América Latina, o serviço restringe-se ao México. A venda de música ainda é um negócio modesto no Brasil para os padrões da Apple, que obtém quase 5% de seu lucro global com as vendas do iTunes. Uma maneira de ampliar o potencial do iTunes é com a venda de cartões pré-pagos em revendas como Fast Shop e Fnac. Apple e parceiros não comentam a estratégia.

A chegada de jogadores de peso, como Netflix, Amazon e Sony, mostra que o Brasil caminha para entrar definitivamente para a primeira divisão do comércio eletrônico mundial.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O que é “gamification”?

Conheça essa nova tendência do marketing digital, que ajuda a divulgar a marca e captar novos clientes

O jogo social FarmVille, da Zynga

Lógica do mundo dos games pode ajudar a promover seu negócio

O que é “gamification”?

Gamification é a estratégia de interação entre pessoas e empresas com base no oferecimento de incentivos que estimulem o engajamento do público com as marcas de maneira lúdica.

Na prática, as empresas oferecem recompensas a participantes que realizam tarefas pré-determinadas, voltadas para a recomendação, a divulgação, a avaliação ou a captação de novos clientes para a marca.

A mecânica envolve a definição de tarefas que estejam de acordo com o objetivo da empresa, a criação de regras e a aplicação de sistemas de monitoramento. As recompensas pelas interações dos usuários podem variar desde incentivos virtuais, como medalhas (ou "badges", como é mais usual), até prêmios físicos.

Um exemplo interessante é a plataforma GetGlue, em que os participantes recebem "prêmios" por suas atividades culturais, como leitura de livros e filmes ou programas de TV assistidos. Além de receber adesivos virtuais que identificam seus "gostos", os usuários também passam a contar com descontos e acesso a promoções ligadas aos produtos culturais que mais consomem no mundo físico.

A vantagem do modelo é que ele instiga duas fortes características do ser humano: a cooperação e a competitividade.

A participação cada vez maior das pessoas nas redes sociais contribui para a criação de um solo fértil para o uso de mecanismos de games na divulgação de marcas, já que existe uma tendência natural de recomendação e interação do público com empresas com as quais tem afinidade.

Fonte: Exame.com - Marketing Digital

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

“Buy more, buy more!”, dizia o americano

Um episódio vivido pelo empresário carioca Marcelo Conde, dono da STX Desenvolvimento Imobiliário, dá uma boa ideia do que está acontecendo em Itaboraí, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro. Semanas atrás, Conde estava ansioso durante um voo de helicóptero sobre a cidade. A ansiedade nada tinha a ver com medo de voar, mas com a opinião de seu sócio – um representante da americana Shelter Rock Asset Management – sobre o terreno que ambos estavam prestes a comprar na cidade. Como a área ainda é bastante desocupada e o tempo estava ruim, Conde receava que o sócio não conseguisse ver nada e ficasse desanimado.

Ocorreu justamente o contrário. No momento em que o helicóptero alcançou a área do terreno, eles avistaram dezenas de ônibus passando próximo ao possível futuro empreendimento. O americano contou 90 ônibus, e ficou admirado ao saber que todos transportavam trabalhadores do Comperj, complexo petroquímico da Petrobras e uma das maiores obras em construção no país. Animado, o americano gritava: “Buy more, Marcelo, buy more!”, incentivando que o sócio brasileiro encontrasse mais terrenos na região. O negócio foi fechado.

Atualmente, cerca de 8.000 pessoas trabalham na construção do complexo, que terá duas refinarias e várias instalações petroquímicas e só ficará pronto em 2018. As obras foram iniciadas em março de 2008, e a primeira refinaria entrará em funcionamento em dezembro de 2013. A área do complexo ocupará um espaço de 45 milhões de metros quadrados, o equivalente a 6.000 campos de futebol.

A valorização dos imóveis é um caminho natural para a cidade. Mauro Scher, gerente da imobiliária Patrimóvel, uma das maiores da região metropolitana do Rio e que passou a atuar em Itaboraí em 2010, afirma que os imóveis valorizaram cerca de 30% na região nos últimos 12 meses.

Fonte: Exame.com - Blog do Rio

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Palestra sobre mercado de trabalho para estudantes terá transmissão online

A Faculdade de Tecnologia do Colégio Bandeirantes, BandTec, promoverá uma palestra que terá como foco o mercado de trabalho para estudantes.

Ministrada pelo consultor e expert em conflitos de gerações, Sidnei Oliveira, a palestra acontece no dia 25 de outubro, às 19h30, no campus Vila Mariana, que fica na rua Estela, 268. O encontro também será transmitido ao vivo pelo site da faculdade.

A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo telefone (11) 5072-4346.