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quinta-feira, 3 de março de 2011

Caronas e bicicletas podem resolver o problema do trânsito na Berrini

O uso de bicicletas e um programa de caronas podem ser a solução para o problema do trânsito na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, um dos centros de negócios mais movimentados da cidade. Há quem demore de 10 a 15 minutos só para sair do estacionamento. Dá para imaginar a concentração de carros, dióxido de carbono e stress na região.

Divulgação

 

Esse contexto inspirou uma parceria entre a empresa Green Mobility, a Secretaria Municipal do Verde do Meio Ambiente, a construtora Obracil e empresas privadas das redondezas, que resultou na criação da Ação Pegada Berrini. O projeto tem como objetivo criar e pôr em prática de forma colaborativa soluções para melhorar a mobilidade urbana e diminuir o impacto ecológico da avenida.

As propostas para a região serão apresentadas num evento no dia 13 de dezembro, seguido de um Flash Mob. O encontro terá participação da Green Mobility, representando o ativismo, da Secretaria do Verde, falando em nome da prefeitura, e da construtora Obracil, que abraçou o projeto desde o princípio e representa os interesses das empresas privadas.

Bike Anjo

Para quem quer adotar a bike como meio de transporte e estilo de vida, mas tem medo ou não conhece os melhores percursos, a solução é chamar um Bike Anjo. É assim que pessoas como o gestor ambiental João Paulo Amaral se autodefinem. Ele tem 24 anos e quando não está dando consultorias para projetos como o Pegada Berrini, relacionados à mobilidade e às mudanças climáticas, investe no cicloativismo.

Divulgação

 

Quando é chamado, João Paulo vai até a casa da pessoa e a ajuda a traçar a melhor rota para que ela faça de bike os deslocamentos que normalmente faria de carro. Se for preciso, ainda acompanha o iniciante em suas primeiras tentativas. “Mas isso não é um serviço, eu não cobro por isso, faço porque acredito no poder transformador dessa mudança”, esclarece.

Mão na Roda

Uma dica deste Bike Anjo para os interessados na adoção da bicicleta como locomoção e estilo de vida é o Mão na Roda. O encontro reúne ciclistas para uma troca de idéias sobre mecânica e outros assuntos relacionados ao dia a dia de quem anda de bike. Ali também é possível realizar pequenos reparos ou aperfeiçoar o desempenho da sua bicicleta. A reunião acontece todas as quintas feiras, das 18h às 22h, no Espaço Contraponto, na Rua Medeiros de Albuquerque, 55, na Vila Madalena, zona oeste.

www.ciclocidade.org.br/mao-na-roda

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cidades Sustentáveis

Os políticos que ainda não criaram ações de desenvolvimento sustentável para seus planos de governo já têm uma fonte fácil onde buscar idéias. A Plataforma de Cidades Sustentáveis é uma iniciativa que reúne na internet experiências de práticas sustentáveis já aplicadas em diversas cidades de todo o mundo – e que tiveram bons resultados, diga-se. Os pesquisadores passaram seis meses buscando em centenas de sites de prefeituras, países, ONGs, institutos e universidades para compilar as experiências bem-sucedidas. De práticas de habitação popular em uma cidade no interior da Colômbia a uma nova política de contenção de vazamento de água em Tóquio, eles procuraram referências que já deram certo no mundo todo e que poderiam ser facilmente aplicadas por aqui também. “Temos experiências de todos os portes de cidades, das pequenas às grandes metrópoles, para mostrar que existem diversas ações que podem ser adotadas em qualquer município”, afirma Maurício Broinizi, um dos coordenadores da iniciativa. www.cidadessustentaveis.org.br

Confira abaixo alguns exemplos:

1. Reykjavik, Islândia. Por causa de sua localização geológica, a cidade usa fontes termais subterrâneas para gerar eletricidade e aquecimento em 95% dos edifícios.

2. Bogotá, Colômbia. Foi criada uma rede de ciclovias que cobre a maior parte da cidade, com restrição ao uso dos carros.

3. Havana, Cuba. Com o objetivo de combater a escassez de alimentos da capital cubana, os moradores começaram o plantio de alimentos em varandas, quintais e lotes vazios da cidade.