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terça-feira, 31 de julho de 2012

Samsung vende duas vezes mais smartphones que a Apple

Smartphone Galaxy S III, da Samsung

 

A Samsung teria vendido mais smartphones do que a Apple, segundo dados da empresa de pesquisa e análise Juniper Research divulgados nesta quinta-feira, 26. De acordo com a previsão (a fabricante sul-coreana não revela oficialmente seus números), foram 52,1 milhões de aparelhos, pouco mais de o dobro de iPhones vendidos.

No entanto, dois pontos precisam ser considerados. Enquanto a Samsung teve as vendas impulsionadas por seu modelo top Galaxy S III em junho, a Apple está em um período de véspera de apresentação de um novo iPhone. Outra questão é que a fabricante sul-coreana investe mais em smartphones de entrada, com recursos mais básicos e menor preço no varejo, alcançando um maior público principalmente em mercados emergentes. 

De acordo com o balanço financeiro da Apple, divulgado na última terça-feira, a companhia de Cupertino vendeu 26 milhões de smartphones. Atualmente, a marca vende os modelos 3GS, 4 e 4S. A Juniper afirma que o próximo modelo de iPhone precisará de uma característica "matadora" como teria sido o recurso de voz Siri, como uma tela equiparada a dos concorrentes Android (o Galaxy S3 tem 4,8 polegadas, contra um display de 3,5 polegadas do atual iPhone). 

Enquanto isso, outros fabricantes não conseguem tanta projeção quanto Samsung e Apple. A RIM entregou 7,4 milhões de smartphones no segundo trimestre e, de acordo com a consultoria, tem problemas para se adaptar na transição para a "era touchscreen", além de um sistema operacional que "deixa a desejar na base de usuários para atrair desenvolvedores".

Já a Nokia, com 10,2 milhões de aparelhos no mercado durante os meses de abril a junho, ainda precisa mostrar uma "indicação clara" sobre os benefícios de ter mudado do Symbian para o Windows Phone 7, ainda segundo a Juniper. A firma diz que, ao todo, foram 132,9 milhões de smartphones chegando ao mercado durante o segundo trimestre de 2012, 105,2 milhões a mais do que no ano passado.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Samsung começa a vender Galaxy S III em 28 países

A sul-coreana Samsung Electronics começa a vender nesta terça feira, em 28 países, o Galaxy S III, seu novo smartphone. Com o movimento, a companhia espera consolidar sua posição de maior fabricante mundial de telefones móveis. No Brasil, segundo a subsidiária local, deve chegar em junho.

O Galaxy S III, lançado em Londres no início deste mês, vai chegar hoje às lojas do Reino Unido, França e Emirados Árabes Unidos, entres outras nações, informou a empresa em comunicado. A Samsung produziu 44,5 milhões de smartphones no primeiro trimestre de 2012, superando, com folga, os 35,1 milhões de aparelhos produzidos pela rival americana Apple. As informações são da Dow Jones.

O Galaxy S III conta com processador quad-core de 1 GHz, tem câmera de 8 MP, além de uma câmera dianteira de 1,9 MP para videochamadas. O aparelho é o primeiro da linha com conectividade 4G e NFC (por contato), além de representar um aumento significativo na resolução da tela com relação aos seus antecessores.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Uma pesquisa feita no Brasil mostra que há grandes diferenças na maneira como homens e mulheres usam o smartphone

 

Os homens jogam mais no smartphone. As mulheres preferem fotografar com o aparelho. Essas conclusões fazem parte de uma pesquisa da Ericsson, que aponta diferenças na maneira como homens e mulheres usam o smartphone. Eles gostam de jogar, de experimentar novos apps e de publicar piadas em redes sociais. Elas se comunicam mais vezes ao longo do dia e fotografam mais. 

O estudo foi feito com base em dados coletados ao longo de 2011 no Brasil. Ele revela que a atitude das mulheres em relação à tecnologia é mais conservadora que a dos homens. “Elas gostam de novidades, mas só usam alguma coisa nova quando têm certeza de que vai funcionar. Já os homens instalam muitosaplicativos pela curiosidade de conhecê-los”, diz, em entrevista a EXAME.com,  Júlia Casagrande, especialista do Ericsson ConsumerLab, o laboratório da empresa que realizou o estudo.

Uma consequência disso é que, segundo Júlia, o acesso a serviços bancários no smartphone, por exemplo, é muito mais comum entre os homens que entre as mulheres. Os homens também são maioria entre as pessoas que jogam no smartphone. A Ericsson apurou que 36% dos proprietários desses aparelhos do sexo masculino jogam, enquanto apenas 16% das mulheres fazem isso.

Fotografia

A situação se inverte no uso da câmera do celular. 80% das mulheres empregam o smartphone para fotografar, contra 60% dos homens. A pesquisa não investiga as razões para isso. Mas é possível que os homens estejam mais dispostos a carregar uma câmera fotográfica, usando-a no lugar do smartphone em determinadas situações.

 

O time masculino, porém, envia mais fotos via MMS, e-mail e redes sociais. 50% dos homens fazem isso, contra 40% das mulheres. “Os homens veem as redes sociais como espaço de diversão. Entram nelas quando têm tempo livre. Gostam de ir ao Facebook para comentar o jogo de futebol que acabou de terminar. Também publicam piadas sem se preocupar se alguém vai responder”, diz  Júlia. 

Já as mulheres, aponta a pesquisa, são mais metódicas. Elas tendem a acessar as redes sociais no smartphone várias vezes durante o dia. 60% delas fazem isso logo cedo, ao acordar. É um hábito que só 17% dos homens cultivam. A situação se repete na hora do almoço, quando 43% das mulheres que possuem smartphone vão às redes sociais , contra apenas 9% dos homens. 

A Ericsson fez a mesma pesquisa nos Estados Unidos e no Reino Unido. Os resultados obtidos nesses países mostram as mesmas diferenças de comportamento entre homens e mulheres observadas no Brasil. "Também lá, vemos os homens liderando os serviços de entretenimento e as mulheres, os serviços de comunicação", diz Júlia.

SMS x e-mail

A Ericsson prevê que o mundo terá 50 bilhões de dispositivos conectados até 2020, sendo 2 bilhões no Brasil. Júlia avalia que o crescimento do uso de mensagens em redes sociais e do e-mail – uma consequência da popularização dos smartphones e da internet móvel – tende a reduzir o número de chamadas de voz que as pessoas fazem. “Mas achamos que o uso de SMS não vai diminuir. O SMS é rápido e prático. E as operadoras têm oferecido pacotes atraentes que tornam barata essa forma de comunicação”, diz ela.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Para Google, smartphones de baixo custo chegarão em 2013


Em uma sessão de perguntas e respostas com a plateia de sua palestra no Mobile World Congress, nesta terça, 28, em Barcelona, o chairman e fundador do Google, Eric Schmidt, afirmou que acredita ver, no próximo ano, smartphones chegando aos preços de telefones de baixo custo (feature phones).
Durante sua palestra Schmidt afirmou que acredita que se o Google "fizer tudo certo" no futuro o Android estará em todos os cinco bilhões de telefones.
Este noticiário perguntou a Schmidt quando seria possível ver uma versão do Android para feature phones. Foi quando ele respondeu que o processo acontecerá no sentido contrário, com smartphones se tornando tão baratos que serão acessíveis a todos. "Acredito que o ponto de virada é quando os smartphones passarem a custar menos de US$ 70, mas já no ano que vem veremos smartphones com Android a menos de US$ 100", disse.
Segundo o presidente do Google, são habilitados por dia 850 mil celulares com Android, e esse número mais do que dobou em apenas seis meses.
Aplicativos
Ele respondeu a críticas sobre seu modelo de loja de aplicativos (o Android Market), ressaltando que o modelo é aberto e que nenhum desenvolvedor é obrigado a publicar seus aplicativos na loja do Google. "Consideramos que o resultado será melhor (se u aplicativo estiver no Android Market), mas isso é uma questão de escolha (do desenvolverdor). Se ele não quiser, não vamos proibir nem processá-lo", ironizou, em clara referência à Apple, que proibe a comercialização de aplicativos para iPhone fora de sua loja de aplicativos.
m-Finance
Sobre apossibilidade de desenvolver uma plataforma de troca de valores peer-to-peer (entre pessoas), Schmidt brincou dizendo que a empresa até tem um nome para isso (Google Bucks), mas que não faz porque é ilegal na maior pate dos países. "É uma ideia fantásticas e já recebemos várias propostas nesse sentido, mas não fazemos porque simplesmente não é legal", disse, em resposta a uma pergunta.
Publicidade e busca
Eric Schmidt disse que as receitas de publicidade ainda são praticamente toda a receita do Google e que esse modelo continuará sendo buscado. "Nós adoramos publicidade, e com as novas tecnologias que desenvolvemos estamos trabalhando para ter melhores formas de oferecer essa publ;icidade a nossos usuários", disse ele, sobre o futuro do seu modelo de negócio.

terça-feira, 6 de março de 2012

Preço cai e vendas de smartphones quase triplicam no Brasil


Um levantamento da Nielsen indica que as vendas de smartphones no varejo brasileiro aumentaram 179% em 2011. O crescimento é muito maior que o do mercado mundial, onde as vendas de smartphones cresceram 61% em 2011, segundo as estimativas da IDC. Uma consequência desse crescimento é que a parcela correspondente aos smartphones no total de celulares vendidos no varejo brasileiro mais que dobrou, de 3,4% em 2010 para 7,5% no ano passado. 
Entre os fatores que impulsionaram a venda dos celulares inteligentes no Brasil está uma queda de 33% no preço médio, aponta o estudo. Thiago Moreira, diretor de Telecom da Nielsen Brasil, diz que, em 2011, houve maior oferta de planos de telefonia pós-pagos atrelados a vendas subsidiadas de smartphones.
O subsídio é uma das principais razões para a redução do preço médio. Segundo a Nielsen, 23% dos aparelhos vendidos em 2011 foram ativados com planos pós-pagos. Outra razão, mais óbvia, é o aumento da oferta de aparelhos mais baratos, geralmente baseados no Android.
Android sobe, Nokia cai
Como a aconteceu em outros países, o sistema operacional do Google foi o que mais se expandiu no Brasil, assumindo a liderança do mercado. Sua participação aumentou de 16% para 61%. Se o Android subiu, quem caiu foi o Symbian. A plataforma da Nokia estava presente em 60% dos smartphones vendidos no Brasil em 2010. No ano passado, sua participação se reduziu a 19%, ainda em segundo lugar.
Em terceiro, vem o Windows, da Microsoft, com 9,7%. O quarto colocado é o iOS, da Apple, com 5,5%, e o quinto é o BlackBerry, com 2,7%. Esses percentuais são diferentes dos observados no mercado mundial, onde o iOS ocupa o segundo lugar, como mostram os dados do Gartner Group e de outras empresas.
Thiago Moreira prevê que o crescimento de três dígitos deve se repetir neste ano. “Há vários fatores que continuam impulsionando as vendas. As operadoras estão aumentando a oferta de planos de dados, inclusive pré-pagos. Mais consumidores estão descobrindo os smartphones e os benefícios que eles trazem. E ainda haverá mais aparelhos baratos. No mercado brasileiro, como em toda a América Latina, o preço é um fator decisivo”, diz ele.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Garoto de 19 anos cria empresa de smartphones


Creative Commons/emtechspain/Flickr
Javier Agüera
O espanhol Javier Agüera, de 19 anos, ainda estava no colégio quando começou a desenvolver o seu primeiro celular. Neste ano, o jovem apresenta sua empresa, a GeeksPhone, durante o Mobile World Congress, que acontece em Barcelona.
Segundo publicou o jornal espanhol El Pais, Agüera – que estuda engenharia de telecomunicação - já desenvolveu três modelos diferentes de celulares. O garoto faz mistério sobre as características de um novo aparelho, mas diz que “será, como sempre, um telefone desbloqueado e com a última versão do Android, a 4.0”.
A empresa tem como objetivo fazer aparelhos desbloqueados que não fiquem presos a nenhuma operadora. A fama do empreendedor cruzou o oceano e ele foi considerado pelo MIT um dos talentos com menos de 35 anos que podem mudar o mundo.
Durante o evento de celulares, Agüera e seu sócio Rodrigo Silva-Ramos têm esperanças de despertar a atenção de algum investidor. Os aparelhos estão a venda pelo site da companhia e custam a partir de 165 euros.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

HTC cai 7% após previsão para primeiro trimestre

 

A fabricante taiwanesa de smartphones HTC viu suas ações fecharem em queda de 6,9 por cento após prever receita no primeiro trimestre muito abaixo do esperado, com as atenções voltadas para os modelos que deve lançar neste mês.

Os novos telefones da quinta maior fabricante de smartphones do mundo chegarão a um mercado muito competitivo no qual Samsung Electronics e Apple já têm grandes fatias e em que fabricantes de baixo custo como a chinesa Huawei se tornaram uma ameaça às marcas tradicionais.

A HTC, que já foi referência em termos de sistema operacional Android mas perdeu uma colocação nos rankings mundiais no último trimestre, tem como desafio fazer os lançamentos terem boa saída. Software pode ser a solução, já que o campo de batalha está se distanciando do hardware, cujos vendedores consideram mais difícil de diferenciar.

A HTC deve lançar quatro modelos neste mês no Barcelona Mobile World Congress, entre eles um modelo ultrafino, atualmente chamado de HTC Ville, e outro que usa avançados processadores quad-core.

Outros modelos incluem um modelo de última geração chamado Edge, que usa CPU quad-core para aumentar a velocidade de processamento, assim como dois smartphones mais parecidos com outros do mercado. Os novos telefones darão um gás à companhia, mas não por muito tempo, pois os concorrentes não vão ficar parados.

"O guidance da HTC mostra que a companhia está realmente sob crescente pressão, especialmente em relação aos telefones de tecnologia de ponta. A HTC está expandindo os modelos de última geração, mas este é um setor que Samsung e Nokia já dominam", disse Simon Liu, interinamente à frente do braço de fundos de investimento da Polaris Financial Group.

A HTC previu uma queda de até 36 por cento na receita do primeiro trimestre para 65 bilhões a 70 bilhões de dólares taiwaneses (2,20 a 2,37 bilhões de dólares), de 101,42 bilhões de dólares taiwaneses nos três meses anteriores. Isso está muito abaixo do que previram 19 analistas que a Thomson Reuters I/B/E/S ouviu, 89,64 bilhões de dólares taiwaneses de receita neste trimestre.