sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A Kalunga está à venda, mas quem quer comprá-la?

A Kalunga está à procura de um comprador. Conforme antecipou o blog Faria Lima, de EXAME.com, a maior varejista especializada em material de escritórios e informática do país contratou os serviços do banco francês Crédit Agricole para conduzir as negociações.

A rede possui um modelo quase exclusivo de negócio no varejo brasileiro, é bem posicionada, e o próprio setor no qual atua deve permanecer aquecido ainda por um longo período de tempo. Diante desse cenário, segundo especialistas consultados por EXAME.com, razões não faltam para que existam interessados nas operações da varejista. A dúvida, no entanto, é saber quem pode comprar a Kalunga, uma vez que no Brasil nenhuma outra rede se aproxima de seu modelo de negócio.

“Aqui, não consigo enxergar nenhuma companhia que possa gerar sinergia com as operações da Kalunga. Minha aposta é em fundos de privite equity, ou varejistas internacionais com modelos similares de negócios”, afirmou Ricardo Paixão , professor da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Estrangeiros

Dentre as redes citadas por Paíxão, a americana Paper Depot é um dos destaques. “A rede já mostrou interesse no mercado brasileiro e, por meio de uma aquisição, ficaria mais fácil começar a operar aqui”, afirmou o especialista.

A Paper Depot possui operações em mais de 50 países, inclusive na América Latina. Em 2010, a varejista registrou vendas de 11,6 bilhões de dólares e, no mundo, soma mais de 40.000 funcionários. Uma de suas concorrentes no mercado americano, a Staples, também pode entrar na disputa pela varejista brasileira.

A Staples é uma das que mais se aproximam do modelo de negócios da Kalunga. No passado, a rede já tentou, sem sucesso, operar por aqui. Em 2010, as vendas da Staples somaram mais de 24 bilhões de dólares.

Caixa para comprar a varejista brasileira não seria problema. Segundo Paixão, a rede é avaliada entre 300 e 500 milhões de reais. O que pode atrapalhar as negociações é o fato de ambas as companhias possuírem capital aberto nos Estados Unidos e a Kalunga ser uma empresa fechada aqui – algo tradicionalmente relacionado pelos acionistas a falta de transparência.

Investidores

“Diante das possibilidades, minha aposta é que fundos de investimentos possam fazer ofertas pela Kalunga. O setor varejista vive uma de suas melhores fases no país, o que chama a atenção de diversos fundos”, afirmou Eugênio Foganholo, especialista de varejo.

O mesmo pensamento é compartilhado por José Lupoli Junior, sócio da Lupoli Junior Consultores Associados e professor da EACH/USP. Para ele, a compra das operações, ou pelo menos do controle da Kalunga por um fundo pode reposicionar a marca e elevá-la a um novo patamar no varejo. “Não descartaria, inclusive, a abertura de capital da companhia”, afirmou o especialista.

Fundada no início da década de 70, a Kalunga possui hoje quase 70 pontos de vendas. Segundo estimativas da própria rede, seu faturamento, no ano passado, somou mais de 1 bilhão de reais. A varejista atualmente é controlada por Roberto e Paulo Garcia, filhos de Damião Garcia, seu fundador.

Procurada, a Kalunga afirmou que a possibilidade de venda de suas operações não passa de boatos. “Nossa relação com o Crédit Agricole não é recente, e o banco francês há anos nos presta assessoria”, disse Hoslei Pimenta, diretor-geral da varejista.

Fonte: Revista Exame

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Você daria carona se ganhasse dinheiro?

Em cima dessa pergunta, Márcio Nigro, um ex-aluno da Poli, especializado em transportes, lança nesta semana, quando se comemora o Dia Mundial Sem Carro, uma ideia que, se pegar, vai colocá-lo na galeria de empreendedores inovadores.

Fazer com que cada dono de automóvel possa ganhar dinheiro (o detalhamento está no www.catracalivre.com.br), desafogando o trânsito e combatendo a poluição.

Ele criou há algum tempo um site gratuito de carona para empresas, chamado Caronetas. Já conseguiu a adesão de 700 empresas. O problema é que existe muita resistência em dar carona, seja pela cultura individualista, seja pelo medo.

O projeto de Marcio: convidar quem pega carona a depositar uma quantia num fundo que se transforma em milhagens a serem convertidas em produtos (gasolina, comida, passagens aéreas) para quem se dispõe a compartilhar o carro.

Ou seja, quem pega a carona economizaria dinheiro (pagaria menos que o táxi ou se fosse no próprio carro, levando em conta o estacionamento) e quem cede espaço do carro passaria a ter uma renda extra.

Se uma ideia como essa pega (e começou a pegar em algumas cidades do mundo) pode-se tirar centenas de milhares de carros da rua. E ainda por cima estimular a convivência.
Sonho? É melhorar sonhar do que aceitar o pesadelo das nossas cidades.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ações da Apple batem recorde e sobem 9,2% desde saída de Jobs

Papéis superam marca de US$ 410 e atingem maior valor da história. Fabricante do iPad passou por troca de CEO há menos de um mês.

iPad 2 (Foto: Kimihiro Hoshino/AFP)
Vendas do iPad 2 ajudam a impulsionar valor de mercado da Apple (Foto: Kimihiro Hoshino/AFP)

As ações da Apple negociadas na bolsa tecnológica de Nova York, a Nasdaq, atingiram nesta segunda-feira (19) seu maior valor na história, a US$ 411,50. Os papéis subiram mais de 9% desde o anúncio da saída de Steve Jobs do cargo de presidente da companhia.

Com a valorização desta segunda-feira, que chegou a cerca de 2,5% na abertura da bolsa, a Apple chegou a superar a marca de US$ 380 bilhões de valor de mercado. Em agosto, a fabricante do iPad e do iPhone se tornou a maior empresa de capital aberto do mundo em valor de mercado, superando a Exxon Mobil.

Desde a saída de Jobs da liderança da companhia, há menos de um mês, os papéis da Apple acumulam valorização de mais de 9%. A empresa agora é comandada por Tim Cook, ex chefe de operações da Apple. No segundo período de liderança de Jobs, de 1997 até o final de agosto, a Apple viu suas ações sofrerem uma valorização de 6.785%.

Em 10 de agos, pela primeira vez em seus 35 anos de história, a Apple foi listada no fechamento como a líder na lista de gigantes em valor de mercado. Ou seja, neste dia, no fechamento do pregão da bolsa de valores Nasdaq, em Nova York, a somatória das ações da companhia - índice conhecido como capitalização de mercado - superou o da petrolífera Exxon Mobil.

O caminho da Apple até a liderança - Apple ações Exxon maior empresa do mundo market cap capitalização mercado (Foto: Editoria de Arte/G1)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Falta de Pepsi em promoção põe Coca-Cola em evidência

Com estoques baixos para a demanda, "Leve dois, pague um" feita pela marca no fim de semana gerou distribuição de Coca-Cola para conter reclamações de consumidores 

Campanha da Pepsi

Pode Ser Pepsi em Dobro: promoção esbarrou em estoques baixos

No último fim de semana, a Pepsi fez uma promoção que prometia dois refrigerantes da marca pelo preço de um. Com demanda superior ao planejado, a oferta acabou gerando a inclusão da rival Coca-Cola na jogada, além de gerar um pedido de desculpas do Grupo Pão de Açúcar, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

Com estoque programado para durar o sábado e o domingo e que permitia que cada consumidor levasse até 24 unidades pagando apenas por 12, os refrigerantes duraram apenas poucas horas em várias das cidades onde a promoção ocorreu.

Segundo Wilson Branquilha, diretor comercial do Grupo Pão de Açúcar, diz ao jornal, ao perceber que as 150 carretas de Pepsi - o equivalente ao mês inteiro de vendas - não seriam suficientes, a rede, dona dos supermercados Extra, Pão de Açúcar e Assaí, pediu à AmBev que providenciasse mais 60. A distribuidora, porém respondeu com apenas 20. O resultado foi a falta do produto em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Com a semana encerrando sem a quantidade suficiente do refrigerante nas prateleiras, o Grupo Pão de Açúcar negociou com a AmBev que a promoção se estenderia a qualquer refrigerante da distribuidora. Mesmo assim, a procura ainda superou o calculado, motivo que garantiu a inclusão da principal concorrente da Pepsi, a Coca-Cola, nos carrinhos de compras.

Com a repercussão negativa da promoção, o Grupo Pão de Açúcar publicou um pedido de desculpas em anúncios de TV e em jornais de grande circulação.

No sábado, a Pepsi disse em seu perfil oficial no Facebook que a participação na promoção havia superado as expectativas de vendas e que por isso, em alguns lugares, os estoques já haviam acabado. Neste momento, o post já passa de 200 comentários. A maioria deles, negativo. "Fui a três supermercado por volta das 8:00 da manhã e em nenhum tinha mais estoques", comentou uma consumidora de São Paulo, no sábado.

Procurada por EXAME.com, a AmBev divulgou uma nota oficial sobre o episódio, repetindo o posicionamento já adotado no Facebook no sábado:

"A Promoção Pepsi em Dobro superou em muito as já altas expectativas de vendas da marca para o fim de semana. Por isso, a operação de produção e logística foi dimensionada para atender à forte demanda que esperávamos para o período e colocou nas lojas, para venda nestes dois dias, volume superior a um mês de vendas regulares. Ainda assim, vários pontos de venda esgotaram os seus estoques em poucas horas, e algumas lojas estão optando por limitar a quantidade para que o máximo de consumidores possam participar.

Agradecemos a forte adesão dos consumidores à ação e permanecemos com os nossos canais de comunicação abertos para atender às dúvidas sobre a promoção."

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Danone distribui geladeiras que tuítam

Aparelhos ganharam “vida digital” devido a um dispositivo eletrônico capaz de integrá-los à web 

Geladeira que tuíta, da Danone

Danone: empresa distribuiu geladeiras portáteis conectadas à internet wireless

A união da criatividade com tecnologia é a arma da Danone para se aproximar das principais formadoras de opinião da internet. Com o objetivo de promover a Bonafont, a empresa distribuiu geladeiras portáteis conectadas à internet wireless e abastecidas com garrafas da bebida entre influentes tuiteiras.

Os aparelhos ganharam “vida digital” devido a um dispositivo eletrônico capaz de integrá-los à web. Toda vez que a porta do eletrodoméstico for aberta, um tweet é postado automaticamente no perfil da pessoa, aos seguidores que ela está bebendo água e os incentivando a fazer o mesmo. Caso o dono da geladeira fique 12 horas sem abri-la, o equipamento envia uma mensagem direta via Twitter para lembrá-lo de que é preciso se hidratar.

“Essa é uma forma inusitada e divertida que encontramos para alertar as pessoas sobre a necessidade de beber água diariamente. Atualmente, a média de consumo dos brasileiros é de apenas 41 litros de água engarrafada por ano”, destaca Eduardo Gagliardi, diretor de marketing de Bonafont da Danone.

Assinada pela Wunderman, agência de interatividade do Grupo Newcomm, a estratégia consiste na distribuição total de seis minigeladeiras. “Importamos as geladeiras e desenvolvemos toda a tecnologia – o dispositivo eletrônico e a programação – aqui na Wunderman.

Com a capacidade tecnológica disponível atualmente, essa iniciativa demonstra que as agências focadas no segmento digital e no relacionamento entre marca e consumidor podem se transformar em verdadeiros laboratórios de invenções”, comenta Rodrigo Jatene, diretor de Criação da Wunderman.

Recentemente, a agência também criou para a Danone torradeiras que customizavam a superfície do pão com a frase “Tomou Actimel hoje?”, a fim de divulgar o leite fermentado entre blogueiras da área de saúde, alimentação e família.

A criação da ação para a água Danone Bonafont é de Rodrigo Jatene, Alexandre Lima, Daniel Xavier e Guto Chicanelli, com direção de criação de Rodrigo Jatene e Adriano Abdalla, e desenvolvimento tecnológico de Bruno Mosconi e Ricardo Ramos. A equipe responsável pelo gerenciamento da ação com as blogueiras e pelo monitoramento constante é formada por Anny Atti e Fernanda Loredo.