quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Outlook.com, o novo Hotmail, chega a 1 milhão de usuários

 


Conversa via Skype no Outlook.com, da Microsoft

A Microsoft promete, para breve, a integração do Outlook.com com o Skype

Ninguém sabe, com certeza, se o Outlook.com, novo serviço de e-mail gratuito da Microsoft, vai mesmo pegar. Mas a empresa já pode comemorar uma primeira vitória. Em apenas seis horas, 1 milhão de pessoas se registrou no webmail. O número foi divulgadopela própria Microsoft no Twitter.

O site foi aberto ontem em caráter experimental. Ele vai substituir o veterano Hotmail, criado em 1996 por dois empreendedores e comprado pela Microsoft no ano seguinte. O novo serviço tem a cara do Windows 8 e sua interface foi projetada para funcionar bem também tablets.

A tela mostra gráficos compactos, que ocupam pouco espaço. Os menus são contextuais e mostram apenas os comandos relacionados com o que o usuário está fazendo. O Outlook.com trabalha integrado às redes sociais Facebook, Twitter e LInkedIn. O usuário pode importar contatos dessas redes e ver atualizações na própria tela do Outlook.

Naturalmente, também há integração com serviços da própria Microsoft, como o Messenger, que se transformou no recurso Mensagens do Outlook.com. A empresa encoraja os usuários a usar o SkyDrive para compartilhar arquivos em vez de enviá-los como anexos. Documentos são exibidos no próprio Outlook.com por meio da versão online do pacote de aplicativos Office. E há um visualizador para fotos integrado. Falta a integração com o Skype, prometida para breve. 

A Microsoft não esconde que seu objetivo é competir com o Gmail, do Google. Tanto no texto onde anunciou o serviço no blog oficial do Outlook como na mensagem de apresentação enviada aos usuários, a empresa convida as pessoas a configurarem o Outlook para receber, nele, também as mensagens do Gmail e do Yahoo! Mail. Mas competir com o Google nessa área não vai ser fácil. A maioria dos usuários do Gmail gosta dele e dificilmente vai se dar ao trabalho de migrar para outro webmail.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Samsung vende duas vezes mais smartphones que a Apple

Smartphone Galaxy S III, da Samsung

 

A Samsung teria vendido mais smartphones do que a Apple, segundo dados da empresa de pesquisa e análise Juniper Research divulgados nesta quinta-feira, 26. De acordo com a previsão (a fabricante sul-coreana não revela oficialmente seus números), foram 52,1 milhões de aparelhos, pouco mais de o dobro de iPhones vendidos.

No entanto, dois pontos precisam ser considerados. Enquanto a Samsung teve as vendas impulsionadas por seu modelo top Galaxy S III em junho, a Apple está em um período de véspera de apresentação de um novo iPhone. Outra questão é que a fabricante sul-coreana investe mais em smartphones de entrada, com recursos mais básicos e menor preço no varejo, alcançando um maior público principalmente em mercados emergentes. 

De acordo com o balanço financeiro da Apple, divulgado na última terça-feira, a companhia de Cupertino vendeu 26 milhões de smartphones. Atualmente, a marca vende os modelos 3GS, 4 e 4S. A Juniper afirma que o próximo modelo de iPhone precisará de uma característica "matadora" como teria sido o recurso de voz Siri, como uma tela equiparada a dos concorrentes Android (o Galaxy S3 tem 4,8 polegadas, contra um display de 3,5 polegadas do atual iPhone). 

Enquanto isso, outros fabricantes não conseguem tanta projeção quanto Samsung e Apple. A RIM entregou 7,4 milhões de smartphones no segundo trimestre e, de acordo com a consultoria, tem problemas para se adaptar na transição para a "era touchscreen", além de um sistema operacional que "deixa a desejar na base de usuários para atrair desenvolvedores".

Já a Nokia, com 10,2 milhões de aparelhos no mercado durante os meses de abril a junho, ainda precisa mostrar uma "indicação clara" sobre os benefícios de ter mudado do Symbian para o Windows Phone 7, ainda segundo a Juniper. A firma diz que, ao todo, foram 132,9 milhões de smartphones chegando ao mercado durante o segundo trimestre de 2012, 105,2 milhões a mais do que no ano passado.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O alívio do Facebook: US$ 500 mil em anúncios móveis por dia

Facebook no celular

Lançadas há cerca de dois meses em celulares, as Histórias Patrocinadas - ou Sponsored Stories - já são responsáveis por metade do valor que o Facebook fatura por dia em publicidade.Os números vieram a público ontem, na primeira divulgação de resultados desde que o site abriu capital, e representam um alívio para Mark Zuckerberg, já que as maiores dúvidas relacionadas à capacidade da empresa de gerar rentabilidade moravam justamente nos dispositivos móveis.

As Histórias Patrocinadas foram o primeiro recurso publicitário a aparecer no feed de notícias dos usuários no app, e geram US$ 500 mil dólares por dia. O valor representa cerca de 50% do que o Facebook fatura com publicidade diariamente (US$ 1 milhão).

Sem levar em conta possíveis crescimentos, esse número já daria ao site cerca de US$ 182 milhões em receita publicitária no período de um ano, e pode fazer da rede social a segunda companhia de publicidade móvel em receita, atrás apenas do Google.

A taxa de adesão dos usuários móveis foi outro número significativo trazido pelo balanço: cresceu 67% desde o ano passado, de 325 milhões para 540 milhões. Isso sem contar os 80 milhões de membros do Instagram, adquirido pelo Facebook há alguns meses.

De acordo com os dados divulgados ontem, a receita do site cresceu 32%, somando US$ 1,1 bilhão. Mesmo assim, a rede social teve um prejuízo de US$ 157 milhões em relação ao ano passado. Segundo o balanço, o Facebook tinha 955 milhões de usuários mensais ativos em junho, contra 901 milhões em março.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Anatel admite que pode haver falhas durante mudança de dígito em SP

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) admitiu que as ligações de celular poderão apresentar falhas no domingo, quando as operadoras terão que acrescentar o dígito 9 antes do número de celulares com DDD 11.

O gerente de interconexão da agência, Adeílson Nascimento, disse que haverá instabilidade nas conexões móveis na região metropolitana de São Paulo. Ele disse que a troca de equipamentos das operadoras, no primeiro dia de mudança, poderá trazer problemas "momentâneos", como impossibilidade de fazer e receber chamadas.

Segundo Nascimento, porém, a instabilidade pode durar "de dois a três minutos", tempo necessário para a troca dos equipamentos nos sistemas das operadoras e posterior reconhecimento dos novos números pelo novo aparelho.

A recomendação da agência, nestes casos, é que o usuário ligue e desligue o aparelho celular --o que deve reestabelecer a normalidade do sistema.

Segundo a Anatel, o Rio de Janeiro também pode ter um nono dígito até 2015. "Mas pode ser até antes", disse Nascimento.

A agência informou que pode implantar o nono dígito em outras cidades do país para padronizar a numeração, independentemente da necessidade.

SMS AOS CLIENTES

A TIM já enviou mensagens aos celulares de seus clientes para avisar sobre a possível instabilidade de serviços no domingo e diz que "está trabalhando para que esta mudança ocorra sem impacto para o cliente".

As demais operadoras não confirmam que haverá falhas para os clientes.

CLARO, OI E VIVO

A Claro disse que trabalha para que "esta mudança tenha o menor impacto possível para seus clientes".

A Oi informou que mobilizou uma equipe para "garantir o bom funcionamento dos serviços e o melhor atendimento durante a transição do sistema".

A Telefônica Vivo falou que tomou "as providências técnicas para a adoção do nono dígito sem que haja instabilidade ou qualquer outro problema para os usuários".

MUDANÇA AUTOMÁTICA

Segundo a Anatel, os clientes não vão precisar fazer nenhuma alteração na configuração do seu aparelho, já que as mudanças serão feitas na rede e atualizadas automaticamente no celular.

A inclusão do dígito 9 à frente dos atuais números ocorre por medida da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), necessária para ampliar as possibilidades de numeração nos municípios comDDD 11.

  Editoria de Arte/Folhapress  

Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Governo prepara projeto para celular funcionar como cartão de banco

 

O governo prepara um projeto de lei que criará regras para o uso de "moedas eletrônicas", o que abriria caminho para as operadoras de telefonia prestarem serviços financeiros aos bancos via celular.

A Folha apurou que o projeto, que deve chegar ao Congresso em agosto, permitirá que as teles ofereçam pagamentos de contas, pequenos empréstimos e o recebimento de benefícios como aposentadoria --tendo por trás uma instituição financeira.

A Caixa Econômica Federal já estuda efetuar o pagamento do Bolsa Família via celular.

Além disso, as teles pressionam para que o projeto inclua a permissão de transações de pequeno valor sem vinculação a bancos.

Nesse caso, um torpedo, por exemplo, funcionaria como uma "moeda eletrônica".

A ideia de que as operadoras transfiram valor sem passar pelos bancos não agrada às instituições financeiras, mas o cenário em que celulares funcionam como "agências virtuais" significa economia e novos negócios.

A oferta de serviços pelo internet banking já fez cair os custos das transações bancárias. Com o celular, estima-se que haverá queda de mais 25% desses custos.

Sem contar que não será preciso abrir agência em locais sem potencial de receita --e nos quais as teles já estão. Quem tiver um celular nesses locais não precisará ir a outra cidade para fazer saques. Seria usar o aparelho nas lojas que tiverem máquinas de débito ou crédito. As operadoras receberiam pela prestação desses serviços.

Mas tudo isso só acontecerá plenamente para quem usar um smartphone 3G --estima-se que 27 milhões de brasileiros possuam hoje esses aparelhos.

NOVA MOEDA

Para que as telefônicas possam transferir valores diretamente, será preciso alterar o próprio conceito de moeda. Hoje, só há o real.

O que os técnicos avaliam é uma forma de permitir que um torpedo, por exemplo, venha a ser usado como "dinheiro" --e que possa valer como crédito trocado entre os diversos clientes das operadoras para acertar "pequenas dívidas".

Um exemplo: dois amigos se encontram para almoçar. Um paga a conta porque o outro está sem dinheiro. Este devolve por torpedo o valor ao amigo, que pode usar o crédito para quitar sua conta de telefone.

Inicialmente, o governo pensou em baixar as normas por meio de regulamento.

Mas o grupo de trabalho formado por representantes do Ministério da Fazenda, do Banco Central e do Ministério das Comunicações concluiu que seria preciso legislação específica.

As operadoras começam a preparar seus sistemas para permitir produtos desse tipo. A decisão é uma vitória para a Vivo, que já tem o sistema tecnológico preparado para funcionar como "banco".

Líder do mercado de celular, com uma cobertura de quase 85% do território nacional, ela está presente em lugares nos quais nem sequer existe agência bancária.

O QUE JÁ EXISTE

As outras operadoras avançam com cautela nessa direção. A Oi já oferece pagamentos via celular, mas eles só ocorrem pela função crédito.

Além disso, as transações são feitas via torpedos trocados entre a máquina eletrônica do lojista e o celular (previamente cadastrado pelo site da operadora e atrelado a um novo cartão emitido pelo Banco do Brasil).

Em vez de digitar a senha na máquina, o cliente envia o código por torpedo. A máquina, então, realiza a operação com o banco.

Por esse modelo, a Oi apenas presta um serviço de telecomunicação (troca de torpedos).

Dependendo da extensão da nova lei, as operadoras seriam intermediárias nas transações financeiras, que apareceriam na tela como se fossem aplicativos.

  Alex Argozino/Editora de Arte/Folhapress  

Fonte: Folha de São Paulo